sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Ele se foi, foi conhecer lugares novos, pessoas novas, ter novas experiências. Foi atrás do que ele achava que era certo. Há muito tempo ele se foi ... E eu fiquei parada no tempo, estagnada, vivendo dias iguais, tentando buscar formas alternativas de felicidade.
"Para não pensar na falta, eu me enchi de coisas por ai. Me enchi de amigos, bares, charmes, possibilidades, livros, músicas, descobertas solitárias e momentos introspectivos andando ao sol. E todo esse resto de coisas, deixou aos poucos de ser resto e passou a ser a minha vida. "
Enfim, consegui enxergar que toda a dor da sua ausência , que todo esse medo de me envolver com um outro alguém pra não me machucar novamente, eram proteções que eu mesma criava para manter a vida morna que eu insistia em levar. Era tão estável viver os dias de maneiras iguais que não me dei conta que a felicidade não consegue entrar em portas fechadas.
Hoje sei que ninguém é substituivel. E que eu posso vir a gostar de outra pessoa, com mais ou menos intensidade, não importa, mas de uma maneira diferente. Que as pessoas não são iguais e que eu posso encontrar a minha excessão.
sábado, 17 de setembro de 2011
Tudo parecerá correto: o sol nascerá, queimará e descansará, respectivamente; a lua trará a escuridão e a escuridão nos fará enxergar as estrelas e as estrelas brilharão para nós. Tudo permanecerá em equilíbrio quando eu me desequilibrar por você. Os astros manterão sua trajetória elíptica, o mundo continuará a girar. Tudo ainda respirará quando eu perder o ar por você. A gravidade não irá falhar quando eu for às nuvens com você, quando meus pés ameaçarem deixar o chão. Ainda haverá vida e coisas a viver. Os animais se multiplicarão, as flores brotarão, as lagartas irão tornar-se borboletas. As pessoas irão trafegar pelas ruas, conversar, abraçar, sentir e amar. O mundo continuará a girar quando eu parar o tempo para você.
Meu sangue está gelado. Minha circulação, lenta.
Houve um tempo em que senti tanto, mas esse tempo já passou.
Não fosse meu pulso, poderia crer que por entre os ossos já não há um coração que bate.
Não fosse meu impulso, poderia crer que no lado esquerdo do peito descansa um buraco negro.
Vazio.
O vazio que ninguém quer mas que não tem escolha.
O estado de quem todos fogem mas que sempre alcança.
Vazio.
Pegou-me.
Eu tenho medo. Medo de amar, de me deixar levar. Eu quero, mas recuso. Aproximo, mas afasto. Pode-se dizer que sou um exemplo vivo da contradição. Da indecisão. Por que é tão difícil? Ou melhor, por que eu faço do fácil um monstro de sete cabeças? Não sei, sinceramente, não sei. Talvez eu já tenha amado uma vez, talvez já tenha deixado cegar-me de amores. E talvez eu tenha sofrido. A cicatriz não é visível, mas ela está lá. E queima e dói e machuca. Faz-me ter medo. Mas isso é só uma suposição. Talvez a culpa do meu medo não seja um antigo coração partido. Ou talvez seja. Quem sabe? Só sei que você me deixa nervosa de um jeito que eu não sei lidar. Você absorve minha coragem. Minhas pernas ficam bambas. Eu levo as mãos à cabeça com medo de que ela deixe a realidade.
E no fim do dia cá estou eu, com o celular na mão, uma mensagem escrita, um chamado para a coragem, e uma caixinha de se's.
Eles brigavam, quase, o tempo todo...
Mesmo quando não tinham motivos, mesmo quando estavam bem.
Provocavam, procuravam, encontravam.
Brigavam, algumas vezes, por brincadeira, outras para descontar algo que o outro fizera.
Mordidas, gritos, tapas, e, em seguida, risos, lágrimas ou suspiros. Ou, quem sabe, as três coisas juntas? Bem, não sei. Talvez.
É fato que, mesmo com todas aquelas brigas, eles se gostavam... De verdade. Mesmo não aguentando ficar muito tempo um ao lado do outro sem se provocar, discutir, ou sair brincando-brigando, eles se gostavam. E ela sabia, poderia contar com ele. Para – quase – tudo.
Brigavam, quase, o tempo todo, mas tinham o apoio um do outro também.
Ajudavam-se, queriam, amavam.
Brigavam. Ela gritava, ele ria ou ficava inexpressivo.
E, depois, lá estavam os dois agarrados novamente.
Era um verdadeiro morde-assopra.
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Dessa vez, presta bem atenção: nem tudo o que parece ofuscante realmente é. As vezes você é que está com os olhos abertos demais pra coisas sem importância, fazendo com que muitas futilidades pareçam ter brilho. Mas lembre: existem falsos diamantes. Brilham tanto quanto os originais, mas há sempre algo que revela o que ele é de verdade: apenas uma pedra, assim como todas as outras.
Por um momento, pare e pense. Olhe ao seu redor com os olhos de quem realmente sabe enxergar, e não apenas ver. Procure enxergar o que é realmente importante pra você, o que deve continuar na sua vida e o que não deve, o que te alegra e o que te entristece, o que faz jus ao seu tempo e o que apenas o joga fora. Não acha que já tá na hora de dizer adeus ao que não mais convém? Não te peço que esqueça nada. Afinal, a vida e a força em cada um é feita e cultivada a partir de lembranças. Te digo que não dê mais tanta importância ao que não interessa e realmente não vale a pena dar valor. Nem tudo o que parece bom realmente é. Se o 'perfeito' já não é o suficiente, o que diremos do 'bom', ou do 'aceitável'. Imagina lá o que podemos dizer do 'falso'.
Cara, abre os olhos e vê que a vida é muito mais do que diz a nossa vã filosofia. Existem tantas coisas boas e SIMPLES no mundo. Já chega perder tempo com o que em nada vai me acrescentar. Viva a Fé, viva a amizade, viva o amor. Viva os sorrisos, viva a simplicidade. Viva apenas. Viva a vida.
Quando você olha para os céus e pensa em toda a sua vida, você pensa que quer muito mais do que o mundo pode lhe oferecer. A vida passa rápido, embora a gente não perceba, e tudo o que podemos fazer é tentar vivermos da melhor forma possível. Tanto para nós, quanto para os outros. Você só quer encontrar alguém em quem você possa confiar. A pessoa a qual irá lhe mostrar o quanto vale à pena esperar e o quanto ela mesma vale, para que você se sinta especial e a tenha como o mais especial dos 7 bilhões de seres humanos.
Quando somos pequenos, isso não importa muito. Mas chega um momento da vida em que desejamos amar e ser amados. Desejamos orgulhar e não sermos decepcionados. Mas fazer o quê? Ninguém nunca falou que a vida seria fácil. Coisas do tipo irão acontecer. Mas vai chegar o momento em que você vai ver que por toda a vida esteve apaixonado. Mesmo que ainda não tenha encontrado o motivo de todo esse sentimento, a pessoa alvo.
Eu não acredito em "pra sempre", em eternidade... Um dia, cedo ou tarde, as coisas chegam ao fim e é isso. Simples. Ou nem tanto.Não acredito nessa durabilidade das coisas físicas, mas acredito na imortabilidade do que não é material. As lembranças do que é realmente importante ficam pra sempre, mesmo que guardadas num cantinho bem no fundo, mesmo que encobertas por outras coisas... Mas elas ficam.Eu penso que a ideia do "pra sempre" seja bem relativa. Um dia, com as condições que existem naquele dia, da maneira que as coisas fluem naquele determinado instante, a noção do "pra sempre" talvez sejam uma ótima ideia. Mas como nada é permanente, como o mundo permanece girando e um dia as coisas perdem sua estabilidade, o que poderia ser eterno perde a graça, fica em preto e branco e os motivos para que continue existindo acabam indo embora, acabam perdendo a força.
Hoje eu sinto como se isso fosse eterno, como se isso nunca fosse acabar. Hoje quero que nunca acabe, quero que permaneça assim. Quero que a gente deixe guardado alguns lápis de cor, pra que a gente não deixe os tons de cinza tomarem de conta. Quero que quando um motivo for embora a gente encontre outros dois, que a gente lute com todas as forças pra que a magia nunca acabe, pra que o encanto nunca vá embora. Quero que você nunca se canse de mim, que isso nunca perca a essência. Quero você comigo por um bom tempo, espero um dia acordar e encontrar você do meu lado ainda dormindo, e achar graça disso. Eu não vou me cansar de deixar sempre bem claro que você é importante pra mim, que eu quero te fazer bem, quero te fazer feliz. Ainda por um bom tempo.
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