Eles brigavam, quase, o tempo todo...
Mesmo quando não tinham motivos, mesmo quando estavam bem.
Provocavam, procuravam, encontravam.
Brigavam, algumas vezes, por brincadeira, outras para descontar algo que o outro fizera.
Mordidas, gritos, tapas, e, em seguida, risos, lágrimas ou suspiros. Ou, quem sabe, as três coisas juntas? Bem, não sei. Talvez.
É fato que, mesmo com todas aquelas brigas, eles se gostavam... De verdade. Mesmo não aguentando ficar muito tempo um ao lado do outro sem se provocar, discutir, ou sair brincando-brigando, eles se gostavam. E ela sabia, poderia contar com ele. Para – quase – tudo.
Brigavam, quase, o tempo todo, mas tinham o apoio um do outro também.
Ajudavam-se, queriam, amavam.
Brigavam. Ela gritava, ele ria ou ficava inexpressivo.
E, depois, lá estavam os dois agarrados novamente.
Era um verdadeiro morde-assopra.

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